“Existe um entendimento da nossa sociedade que ao tirar o informal da rua, estamos impedindo um trabalhador de alimentar sua família. Mas o que as pessoas não percebem é que esses ambulantes são explorados, aliciados, e ali estão por falta de outras oportunidades. Existe uma organização poderosa que explora essas pessoas e não lhes dá garantia alguma. E muitas vezes se trata de uma organização criminosa”
A declaração acima é do presidente da SindiLojas, Ademir José da Costa, concedida no dia 30 de julho de 2018 a respeito do comércio informal em Santa Maria.
Trata-se uma afirmação leviana, que não se sustenta. Não há como comprovar que as pessoas são aliciadas e exploradas, muito menos que trata-se uma organização criminosa.
Embora haja alguns elementos comumente associados ao comércio informal, como a pirataria, que é crime, a forma como a fala foi feita pelo presidente do Sindilojas dá a entender que todos os comerciantes informais integram uma organização criminosa. Há, por exemplo, entre os principais produtos vendidos em Santa Maria - como é sinalizado na mesma matéria em que foi feita a declaração - peças de vestuário, calçados, acessórios, perfumes e cosméticos, muitos destes oriundos de artesanato.
Trata-se uma afirmação leviana, que não se sustenta. Não há como comprovar que as pessoas são aliciadas e exploradas, muito menos que trata-se uma organização criminosa.
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| Divulgação: SM AGORA |












